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Metodologia Utilizada

Utilizamos a metodologia ECLÉTICA, ou seja, a conciliação de teorias distintas que consiste na apropriação dos melhores elementos das diversas teorias em benefício do estudante. Seguem abaixo um pequeno resumo das metodologias utilizadas:

 

Piaget

 

A teoria de Piaget do desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, uma teoria que pressupõe que os seres humanos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis.

Pressupostos básicos de sua teoria:

o interacionismo, a idéia de construtivismo seqüencial e os fatores que interferem no desenvolvimento.

A criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas.

Essa interação com o ambiente faz com que construa estrutura mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida.

A adaptação, definida por Piaget, como o próprio desenvolvimento da inteligência, ocorre através da assimilação e acomodação. Os esquemas de assimilação vão se modificando, configurando os estágios de desenvolvimento.

Considera, ainda, que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição de valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).

A educação na visão Piagetiana: com base nesses pressupostos, a educação deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato.

A escola deve partir ( ver: Piaget na Escola de Educação Infantil) dos esquemas de assimilação da criança, propondo atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.

Para construir esse conhecimento, as concepções infantis combinam-se às informações advindas do meio, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente pela criança, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior ou pelos adultos, mas, como resultado de uma interação, na qual o sujeito é sempre um elemento ativo, que procura ativamente compreender o mundo que o cerca, e que busca resolver as interrogações que esse mundo provoca.

É aquele que aprende basicamente através de suas próprias ações sobre os objetos do mundo, e que constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo. Não é um sujeito que espera que alguém que possui um conhecimento o transmita a ele por um ato de bondade.

Vamos esclarecer um pouco mais para você: quando se fala em sujeito ativo, não estamos falando de alguém que faz muitas coisas, nem ao menos de alguém que tem uma atividade observável.

O sujeito ativo de que falamos é aquele que compara, exclui, ordena, categoriza, classifica, reformula, comprova, formula hipóteses, etc... em uma ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu grau de desenvolvimento). Alguém que esteja realizando algo materialmente, porém seguindo um modelo dado por outro, para ser copiado, não é habitualmente um sujeito intelectualmente ativo.

Principais objetivos da educação: formação de homens "criativos, inventivos e descobridores", de pessoas críticas e ativas, e na busca constante da construção da autonomia.

 

Devemos lembrar que Piaget não propõe um método de ensino, mas, ao contrário, elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos.

Desse modo, suas pesquisas recebem diversas interpretações que se concretizam em propostas didáticas também diversas.

Implicações do pensamento piagetiano para a aprendizagem

Os objetivos pedagógicos necessitam estar centrados no aluno, partir das atividades do aluno.

Os conteúdos não são concebidos como fins em si mesmos, mas como instrumentos que servem ao desenvolvimento evolutivo natural.

Há primazia de um método que leve ao descobrimento por parte do aluno ao invés de receber passivamente através do professor.

A aprendizagem é um processo construído internamente.

A aprendizagem depende do nível de desenvolvimento do sujeito.

A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva.

Os conflitos cognitivos são importantes para o desenvolvimento da aprendizagem.

A interação social favorece a aprendizagem.

As experiências de aprendizagem necessitam estruturar-se de modo a privilegiarem a colaboração, a cooperação e intercâmbio de pontos de vista na busca conjunta do conhecimento.

Piaget não aponta respostas sobre o que e como ensinar, mas permite compreender como a criança e o adolescente aprendem, fornecendo um referencial para a identificação das possibilidades e limitações de crianças e adolescentes. Desta maneira, oferece ao professor uma atitude de respeito às condições intelectuais do aluno e um modo de interpretar suas condutas verbais e não verbais para poder trabalhar melhor com elas.

 

 

 

 

 

 

Vygotsky

 

Vygotsky, assim como Piaget, defende a idéia de que a criança não é a miniatura de um adulto e sua mente funciona de forma bastante diferente. Esta compreensão tem grandes implicações para os professores porque nos obriga a compreender o aluno da forma com que ele é, e não da forma com que nós compreendemos o mundo.

Assim, para a formação docente é de vital importância o estudo das diferentes teorias do desenvolvimento de forma que nos permitam abordar o processo de ensino-aprendizagem do modo que o mesmo venha a responder às necessidades particulares da natureza infantil.

Tanto Piaget como Vygotsky pensam que o desenvolvimento do indivíduo implica não somente em mudanças quantitativas, mas sim, em transformações qualitativas do pensamento. Ambos reconhecem o papel da relação ente o indivíduo e a sociedade e, em Vygotsky é esta relação que determina o desenvolvimento do indivíduo.

 

 

Para ele, o desenvolvimento dos processos cognitivos superiores, é resultado de uma atividade mediada.

Mediador é aquele que ajuda a criança a alcançar um desenvolvimento que ela ainda não atinge sozinha. O professor e os colegas com maior experiência são os principais mediadores na escola.

Vygotsky nos fornece uma pista, sobre o papel da ação docente: o professor é o mediador da aprendizagem do aluno, facilitando-lhe o domínio e a apropriação dos diferentes instrumentos culturais. Mas, a ação docente somente terá sentido se for realizada no plano da Zona de Desenvolvimento Proximal. Isto é, o professor constitui-se na pessoa mais competente que precisa ajudar o aluno na resolução de problemas que estão fora do seu alcance, desenvolvendo estratégias para que pouco a pouco possa resolvê-las de modo independente.

É preciso que a Escola e seus educadores atentem que não tem como função ensinar aquilo que o aluno pode aprender por si mesmo e sim, potencializar o processo de aprendizagem do estudante. A função da Escola é fazer com que os conceitos espontâneos, informais, que as crianças adquirem na convivência social, evoluam para o nível dos conceitos científicos, sistemáticos e formais, adquiridos pelo ensino. Eis aí o papel mediador do docente.

 

 

  

 

Comparativo Piaget e Vygotsky

 

 

Vygotsky tem uma visão sócio-construtivista do desenvolvimento com ênfase no papel do ambiente social no desenvolvimento e na aprendizagem; a aprendizagem se dá em colaboração entre as crianças e entre elas e os adultos. Já, Piaget, coloca que a aprendizagem se produz pela interação do indivíduo com os objetos da realidade, onde a ação direta é a que gera o desenvolvimento dos esquemas mentais.

Colocando de outra forma, para Vygotsky a aprendizagem é produto da ação dos adultos que fazem a mediação no processo de aprendizagem das crianças.

Neste processo de mediação, o adulto usa ferramentas culturais tais como a linguagem e outros meios, e muito mais que ser um processo de assimilação e acomodação (Piaget), é um processo de internalização, no qual a criança domina e se apropria dos instrumentos culturais como os conceitos, as idéias, a linguagem, as competências e todas as outras possíveis aprendizagens.

 

 

Freinet

 

 

Freinet introduziu vários princípios e conceitos, entre eles:
a expressão livre ou a liberdade de ser; a valorização da natureza; o individual e o coletivo e as práticas de comunicação. Sob a perspectiva de grupo, a cooperação e a organização são ações fundamentais na prática pedagógica. Por isso, o educador francês, nascido em 1896, criou técnicas que viabilizam tais questões como: a cooperativa escolar, o conselho de classe, o conselho escolar, o jornal de parede. Nestes o individual e o coletivo se intercalam. Os alunos aprendem direitos e deveres, criam leis que regulamentam os procedimentos em sala de aula, visando à prática democrática.
O mestre francês criou uma pedagogia na qual todas as crianças podem ter participação na escola, pois nesta o potencial individual deve ser descoberto e trabalhado, considerando a realidade sócio-cultural e econômica da criança.

Os seguidores de Freinet são minoria diante do universo dos educadores tradicionais. Porém tem alcançado êxitos: instigando governantes, educadores e instituições escolares a repensar a sua prática pedagógica.

Célestin Freint também acreditava que a criança devia estar no centro de tudo, sendo tratada pelo adulto em condições de igualdade. Era contra o autoritarismo sob qualquer aspecto, sendo contrário à avaliação quantitativa e à imposição de castigos e sanções. Isso não significa que, de acordo com a corrente pedagógica que criou, não deva haver ordem e disciplina em sala de aula. Ao contrário, o respeito mútuo entre professor e aluno é fundamental. O método Freinet é eminentemente participativo. O conhecimento é adquirido pela experiência e o aluno deve ser motivado a experimentar tudo quanto queira. Um dos princípios deste método é despertar, na criança, a afetividade, o senso de responsabilidade, o senso cooperativo, a sociabilidade e a autonomia reflexiva. Recursos como a aula-passeio e a imprensa escolar são usados para motivar o interesse dos alunos. De acordo com a pedagogia Freinet, o aluno deve escolher as estratégias de desenvolvimento dos conteúdos previstos no currículo e ser capaz de se auto-avaliar.

Maria Montessori

 

  Nasceu na Itália em 1870 e tornou – se a primeira médica fisioterapeuta do país, além de ser educadora. Desenvolveu um sistema educacional e materiais didáticos que despertassem interesse espontaneamente na criança, produzindo uma concentração natural das tarefas, cujo objetivo era não cansar e não aborrecer a criança. O que dava originalidade ao método, é que as crianças ficavam livres para se movimentarem dentro da sala de aula, utilizando um conjunto de materiais em um ambiente auto – educativo, multisensorial e de manipulação destes materiais aprendendo a linguagem, matemática, ciências e prática da vida. Enfatiza o aprendizado da leitura e da escrita mais cedo, com crianças antes da idade de 5 anos. Agrupam – se crianças de faixa etária diferentes, com diferença de até três anos. O professor tem o papel de observador e catalisador. O aprendizado auto – motivado é individualizado, é a essência do método, que procura desenvolver a disciplina e a auto confiança.

Montessori desenvolveu alguns materiais para trabalhar diversos aspectos cognitivos na criança, dentre eles destacam – se o material dourado, o alfabeto móvel, alfabeto e números escritos com lixas, etc.

Material dourado: é um material pedagógico confeccionado em madeira e baseia – se em regras do nosso sistema de numeração. É composto de cubos, placas, barras e cubinhos. O cubo é formado por 10 placas, a placa é formada  por 10 cubinhos.

Cubo: 1 milhar

Placa: 1 centena

Barra: 1 dezena

Cubinho: 1 unidade

 

A concentração é muito trabalhada. Toda tarefa é precedida de uma preparação. Ao completar o trabalho, a criança se solta satisfeita com a sua concentração, iniciando assim, um processo socializador.

A livre escolha: para a criança, a livre escolha é fundamental  para que haja concentração e para que a atividade seja  formadora e imaginativa. É importante ressaltar que essa escolha se dá com ordem e disciplina e a criança só é autorizada a escolher o trabalho ou o exercício que irá fazer.

 

O silêncio é muito importante. Os efeitos do ruído são muito perniciosos para a concentração. A criança fala quando seu trabalho exige. A professora pede, de vez em quando, ao organizar um jogo de perguntas e respostas, mas não é necessário falar muito alto.

As mãos e os pés: para Montessori, a criança pequena conquista o mundo com suas mãos. A não utilização destas traz prejuízos à pessoa e à cultura. Assim como as mãos, o desenvolvimento dos pés e o equilíbrio são de extrema importância, pois os pés levam o homem a múltiplos caminhos.

A matemática: a mente humana para Montessori, é uma mente matemática. Os materiais montessorianos permitem que a criança conheça as formas básicas, da mesma maneira que possibilitam o estabelecimento de relações de graduações e proporções. O aluno é introduzido no sistema decimal através de barras coloridas.

Maria Montessori estudou as crianças com deficiências psíquicas. Criou, em 1907, a primeira “Casa dei Bambini”, para crianças normais, inovando em tudo os aspectos pedagógicos. Criou um método de ensino que abrange, hoje, da gestante, até ao bebê, à criança, ao adolescente, e ao professor especializado. Desenvolveu uma filosofia de auto – educação através da cultura, da responsabilidade e da libertação das potencialidades profundas do ser. Utilizou materiais concretos para representar conceitos abstratos. Lutou para uma nova concepção para infância, participando da elaboração do documento sobre os Direitos da Criança. Acreditou na universalidade do homem e na sua capacidade inata do ser bom e digno. Responsabilizou a família, a escola e a sociedade pelo futuro do ser e da humanidade.

 

Paula Frassinetti

A pedagogia de Paula Frassinetti firma-se em suas intuições fundamentais:

N Educar pela via do coração e do amor;

N Recriar o ambiente familiar, natural ao crescimento humano, no qual cada pessoa é ela mesma, sente-se acolhida com as suas qualidades e seus limites, sente-se amada e sente que se acredita nela.

         Nossa fundamentação pedagógica é inspirada nas atitudes imprescindíveis para as relações, que segundo nossa mestra – Paula Frassinetti, devem ser:

* bondade e ternura;

* doçura nas palavras e no trato;

* paciência, domínio de si, serenidade;

* ponderação, sobretudo nas repreensões;

* firmeza, equanimidade; presença vigilante e discreta;

* respeito: jamais usar palavras ofensivas e irônicas;

* imparcialidade, despretensão, gratuidade;

* estilo próprio de diálogo, de encorajamento;

* consciência de que sempre se é modelo.

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